Dia Mundial Sem Tabaco alerta para impactos do cigarro além do pulmão

Por Paolla França Naressi

Publicado em: 31/05/2026
Última atualização: 31/05/2026 - 13h33

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Imagem de capa - Dia Mundial Sem Tabaco alerta para impactos do cigarro além do pulmão

Créditos: Magnific

Celebrado neste domingo (31), o Dia Mundial Sem Tabaco reforça um alerta importante: fumar afeta muito mais do que apenas os pulmões. O cigarro está ligado a milhões de mortes todos os anos e pode comprometer diferentes funções do organismo, aumentando os riscos de doenças graves.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco causa mais de 8 milhões de mortes por ano no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 161 mil mortes anuais relacionadas ao tabagismo.

Especialistas alertam que as substâncias tóxicas presentes no cigarro prejudicam o sistema imunológico, comprometem a circulação sanguínea e favorecem problemas como hipertensão, infarto e AVC. Além disso, o hábito também está associado ao aumento do risco de cânceres na boca, esôfago e estômago, além de possíveis impactos na fertilidade e na gestação.

Outro ponto de atenção é o cigarro passivo. Pessoas expostas frequentemente à fumaça também podem desenvolver doenças respiratórias, cardiovasculares e até câncer de pulmão. Em crianças, a exposição aumenta os casos de bronquite, pneumonia e crises de asma.

Apesar dos danos causados pelo tabagismo, médicos destacam que o corpo inicia um processo de recuperação pouco tempo após abandonar o cigarro. Em poucas horas, os níveis de oxigênio no sangue melhoram e, ao longo dos meses, há redução de sintomas respiratórios e melhora da circulação.

A interrupção do hábito também diminui gradativamente os riscos de doenças cardiovasculares e cânceres relacionados ao tabaco. Ainda assim, especialistas reforçam que alguns danos podem ser permanentes, especialmente em fumantes de longa data.

Para quem deseja parar de fumar, o acompanhamento médico e psicológico pode fazer diferença. Tratamentos com reposição de nicotina, medicamentos específicos, prática de atividade física, hidratação e mudanças na rotina ajudam a reduzir a ansiedade e aumentam as chances de sucesso no processo.

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